Os malefícios do cigarro para a mulher

Atualizado: 03/06/2017

Apesar das repetidas advertências dos médicos, muitas pessoas continuam fumando e fazendo vista grossa para os malefícios do cigarro e os graves danos que pode causar à saúde.

Com todas as restrições que foram aplicadas nos últimos anos para limitar o consumo do cigarro e todas as advertências e esforços feitos para prevenir este flagelo, uma percentagem significativa da população ainda continua fumando.

A razão para isto é muito simples: trata-se de uma droga altamente viciante, relativamente barata e socialmente aceita.

Acrescente a isso o fato de que a desintoxicação não é fácil, porque o hábito normalmente está relacionado com atividades diárias (após as refeições, juntamente com café, durante as reuniões com os amigos, etc).

Conheça os malefícios do cigarro para a mulher

Não vamos detalhar neste artigo as doenças originadas pelo fumo, porque são amplamente conhecidas.

Todos já sabemos que fumar faz mal para a saúde, provocando doenças graves como vários tipos de câncer e cardiopatias.

Mas, para as mulheres, as consequências do seu consumo podem ser devastadoras.

Pelo fato das mulheres serem mais suscetíveis a AVC (Acidente Vascular Cerebral), fumar aumenta ainda mais o risco, principalmente quando se compara mulheres fumantes e não-fumantes na faixa de 40 a 49 anos.

Por aumentar o risco de AVC, cresce a probabilidade de trombose e infarto nas mulheres fumantes, especialmente naquelas que têm histórico familiar de aparecimento de trombos na circulação.

Sem dúvida isso ocorre porque o cigarro diminui a taxa do HDL (bom colesterol) favorecendo a arteriosclerose.

O hábito de fumar aumenta a infertilidade

Mas o tabagismo tem implicações que vão além dos problemas mais conhecidos, e uma delas é o seu efeito sobre a fertilidade.

Vários estudos têm demonstrado de forma clara e unânime que as mulheres que fumam têm menor chance de engravidar do que as que não o fazem.

A prevalência da infertilidade e o tempo para conseguir a gravidez são maiores nas mulheres que fumam. Em outras palavras, tanto a dificuldade em conceber quanto o tempo para que a gravidez aconteça, aumentam nas fumantes.

Mas isso não é tudo. Sabemos também que há um impacto sobre a fertilidade da fumante passiva, ou seja, a mulher que está em contato indireto com a fumaça do cigarro.

Por outro lado, o impacto do tabagismo passivo sobre a fertilidade é só um pouco menor do que no caso do ativo; por isso, se um dos membros do casal fuma, afetará a fertilidade de ambos.

É importante destacar que o tabagismo causa a perda acelerada de óvulos nos ovários, além de aumentar as anormalidades genéticas nos óvulos disponíveis e antecipar o início da menopausa.

Além de diminuir a fertilidade, reduz a probabilidade de gravidez durante um tratamento específico. No caso da fertilização in vitro, as fumantes têm entre 30 e 50% menos probabilidade de engravidar que as não fumantes da mesma idade, sendo necessárias doses mais elevadas de medicamentos para estimular seus ovários.

Os efeitos do cigarro sobre a gravidez

No caso de mulheres fumantes que conseguiram engravidar, está cientificamente provado que há um aumento na quantidade de abortos espontâneos e, aparentemente, também aumenta o risco de gravidez fora do útero (ectópica).

Numa etapa posterior, o hábito de fumar está associado com:

– baixo peso ao nascer;

– maior risco de morte perinatal;

– complicações neonatais;

– aumento do risco de descolamento da placenta (evento que causa sofrimento fetal e frequentemente morte fetal);

– significativamente maior risco de parto prematuro;

– aumento do risco de malformações fetais, como a fissura labial e a fenda palatina.

Problemas ocasionados às crianças

Mas o hábito de fumar também parece atrapalhar o desenvolvimento da criança após o nascimento.

Tem se observado uma maior prevalência de síndrome da morte súbita infantil em bebês de poucos meses de idade, filhos de mães fumantes.

Por outro lado, os resultados de uma pesquisa científica mostraram que as crianças de 7 anos, filhas de gestantes que fumaram 10 ou mais cigarros por dia, tiveram um atraso no aprendizado em relação à outras crianças.

os maleficios do cigarro

O bebê também é afetado pelo cigarro se a mãe mantiver o hábito de fumar, uma vez que já foram relatados casos de cianose, taquicardia e crises de parada respiratória após a mamada.

Por outro lado, a criança sofre se a mãe for uma fumante passiva, sendo ele, nesse caso, um fumante passivo de segunda linha.

Para relatar como o bebê sofre os efeitos da nicotina, foi constatado que o ritmo cardíaco fetal torna-se instável e inconstante enquanto a mãe está fumando.

Por todos estes motivos, os especialistas recomendam que as mulheres façam um grande esforço para parar de fumar. Não só para facilitar as chances de concepção, mas também para reduzir o risco de doenças ou má formações nas crianças.

Esperamos que você tenha gostado e achado úteis estas informações sobre os malefícios do cigarro para a mulher.

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